SOBRE O AMOR

Todo ser humano necessita de alimento para viver, e o amor é o elo de ligação inter-homens, e o coração é o centro do amor, pois ele representa nosso interior, nossos sentimentos e sensações. É preciso desvendar os olhos para perder o medo do amor e pulsar naturalmente, como pulsa o coração da criança pequena. Talvez seja isso que o sabio dos sabios quis dizer: se quisermos entrar no reino dos céus, precisamos ser crianças. Há alguma coisa nova para eu aprender hoje... Abrirei minha mente e meu coração para as lições que meu Deus me traz.

"O importante é não para de questinar"

Albert Einsten

A Educação Infantil é importante? Porque a criança de zero a seis anos só faz brincar?

 

A educação infantil é a primeira etapa da educação básica. O investimento feito na criança de até 6 anos gera lucro para o país porque previne a reprovação e a evasão e resulta na formação de cidadãos mais éticos. Regina de Assis, relatora das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil nos afirma que toda criança que receber uma boa formação antes dos 6 anos dificilmente fracassará no Ensino Fundamental. Países e pais que cuidam da educação de suas crianças desde a sua idade mais tenra viabilizam seu futuro.

James Heckman, o Nobel de Economia, e Flávio Cunha (FGV), também nos brindam com suas mais recentes descobertas sobre a importância da educação na primeira infância. Elas demonstram que crianças que tiveram a oportunidade de freqüentar o equivalente a creches e pré-escolas apresentaram na idade adulta renda mais alta e probabilidades mais baixas de prisão, gravidez precoce ou dependência a programas de transferência de renda do Estado no futuro. Ou seja, acaba sendo mais produtivo, do ponto de vista social e fiscal, prevenir do que remediar, investindo desde a primeira infância. A educação nesta primeira fase da vida constitui o verdadeiro custo de oportunidade social – qual seja a oportunidade de investimento com maior retorno social disponível. E mais: quanto menor for a idade da criança objeto do investimento educacional recebido, mais alto será o retorno percebido.

Por muito tempo a educação infantil foi conduzida por ordens religiosas e tinha o caráter unicamente assistencialista, voltado para atender crianças “desassistidas” e/ou sem família. Com a Lei de Diretrizes e Bases e a elaboração do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil publicado pelo MEC/1998, podemos afirmar que fizemos progressos, mas ainda temos muito a conquistar.

A criança, nos primeiros anos de vida, necessita também, além de cuidados e de um ambiente de qualidade, de aprendizagens significativas para se desenvolverem integralmente e alcançarem suas potencialidades individuais.

Brincar é coisa séria! Brincar é a forma privilegiada de conhecer, compreender e explorar o mundo. Quando brincam as crianças estimulam os sentidos, aprendem a usar os músculos, coordenam o que vêem com o que fazem, adquirem domínio voluntário sobre seus corpos, direcionam seus pensamentos e lidam com suas emoções, adquirem novas habilidades, tornam-se proficientes na língua, exercitam a criatividade, exploram diferentes papéis e, ao dramatizar situações da vida real, aprendem a gerenciar a complexidade de seu papel histórico e a tomar decisões com confiança e auto-estima. Por isso mesmo, a brincadeira nesta idade deve ser baseada em intenções pedagógicas explícitas, as quais devem ser traduzidas em intervenções docentes sistematizadas e aferidas com competência profissional.

É hora das famílias, dos educadores e dos governos destamparem seus olhos e enxergar a educação infantil no papel que realmente lhe cabe, papel este de momento crucial na formação do filho, do educando e do cidadão.

Para finalizar deixamos uma reflexão de um pensamento africano citado numa publicação da UNICEF. “O mundo que temos hoje nas mãos não nos foi dado por nossos pais; na verdade, ele foi emprestado por nossos filhos.”

 

EMPREENDEDORISMO E ÉTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Partimos do pressuposto de que o processo de ensino e aprendizagem requer do professor estudo e atualização constantes. Refletir sobre a educação é fundamental para o êxito da prática docente. Com intenção de contribuir para o aprimoramento do exercício de seu trabalho, compartilhamos questões relevantes relacionadas aos conteúdos de Empreendedorismo e Ética no curso à distância: EMPREENDEDORISMO E ÉTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Que relação há entre Empreendedorismo e a Escola? Quanto de crença há em você a respeito deste tema? É comum professores verem neste trabalho de empreendedorismo educacional algo distante do dia-a-dia das escolas. Concebem este tema como sendo “mais uma teoria que a gente precisa estudar para pôr em prática...” O primeiro passo é mudar este paradigma: o empreendedorismo não acontece de fora para dentro, mas de dentro para fora! O empreendedorismo começa pelo autoconhecimento e termina na plena realização de um sonho, alcance de uma meta, otimização do talento individual em benefício próprio e do contexto em que se está inserido, na capacidade de construir a própria felicidade e a dos que estão em volta. Por isso é possível identificar o empreendedor e desenvolver o potencial empreendedor nas crianças! O passo seguinte é quebrar o paradigma de que empreendedorismo diz respeito somente à criação de empresas e como conseqüência diz respeito somente a empresários. Empreendedorismo se aplica a todo o segmento, a toda a condição profissional e até pessoal. Sendo o indivíduo dono ou não de um negócio, é possível ser empreendedor. Porém, duas perguntas básicas se tornam necessárias: • Todos podem ser empreendedores? • Todos querem ser empreendedores? É importante ressaltar que TODOS têm o direito de experimentar a descoberta do próprio potencial empreendedor para poder escolher: ser ou não ser!! Desenvolver ou não estas habilidades. Daí a função essencial da escola, daí o desafio maior da educação: aos adultos oferecer meios de resgatar as competências empreendedoras pessoais perdidas por algum modelo ou paradigma, e as crianças não podar o potencial empreendedor que já trazem. As crianças têm uma curiosidade natural, uma grande facilidade para transgredir, ousar e questionar. Para isto, há de acontecer uma verdadeira revolução no nosso ensino. E o ponto de partida, sem sombra de dúvidas, é o corpo docente das instituições educacionais.  

Ciranda insana

"Vivemos numa ciranda insana: gastamos o que não temos com coisas de que não precisamos para agradar a quem não gostamos" Lia Luft Como pai (ou mãe), você é a pessoa que mais influencia na educação de seus filhos. Um dos seus (muitos) papéis é ajudá-los a entender sobre o consumo consciente. Desenvolver o senso crítico para gerar o conhecimento. Duas perguntinhas básicas podem auxiliar nesse processo: Eu necessito? ou Eu desejo? Antes de atender prontamente as vontades do seu filho, faça junto com ele essas perguntas... Evite rótulos e estimule a reflexão, a observação, e considere a importância de fazermos nossas próprias escolhas, sabendo reconhecer nossas principais necessidades. Amanhã vamos falar de empreendedorismo na educação infantil